IrreveЯsível

infinit(esimal)mente… cada fôlego.

Verdade e Mentira

Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral
Resumo Comentado

No início da obra que é título deste texto, Nietzsche ensaia uma fábula sobre a posição e importância do conhecimento perante a existência. Fala sobre seres estranhos que habitavam um mundo nos confins do universo. Houve um momento em que tais seres inventaram algo a que deram o nome de conhecimento. Eles ficaram orgulhosos e envaidecidos por sua invenção, mas tudo durou apenas um instante, passados alguns momentos o mundo se congelou e os seres morreram. Tudo acabou tão rápido como se fosse apenas um minuto na infinita história universal, permanecendo o universo da mesma maneira em que estava antes do surgimento deles. Tal mundo chamava-se Terra e os tais seres éramos nós.

Com esta fábula, o filósofo pretende nos mostrar o quão sem importância e pequenos nós somos perante a existência. Acreditamos que, por nosso intelecto, somos seres superiores, como se as estrelas estivessem sobre nossas cabeças apenas para se admirarem conosco e nos entreterem. Ficamos cegos pela própria luz que pensamos emanar e não percebemos quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. Habitantes de um pequeno mundo em meio a miríades de estrelas, a beira de uma galáxia qualquer, dentre outras incontáveis, consideramo-nos senhores de nós mesmos e julgamo-nos a mais excelente das criaturas. Justo nós que nascemos sem nada, desprovidos, nus, lentos e fracos.

O antigo mito grego da distribuição das qualidades dos seres já nos conta que somos devedores de tudo o que criamos, até mesmo as construções de nossas casas devemos aos deuses. Já nascemos devedores, frutos de erro e objetos de compaixão titânicos. Somos “epimeteicos” e “prometeicos”. O intelecto, nossa face “prometeica”, foi legado a nós, a mais desprotegida e fraca das criaturas, nossa porção “epimeteica”. Ele foi concedido apenas como meio auxiliar aos mais infelizes, delicados e perecíveis dos seres, para firmá-los um minuto na existência, da qual, sem essa concessão, eles teriam toda razão para fugir.

Como não possuímos atributos corporais naturais para lutarmos pela nossa existência, tivemos que procurar um meio alternativo. Isso nos foi possível graças ao intelecto. Com ele, nossos antepassados usaram da astúcia e do ardil para caçar e fugir. Em outra passagem de Nietzsche, o intelecto, como um meio para conservação do indivíduo desdobra a sua força mestra no disfarce; pois este é o meio pelo qual os indivíduos mais fracos, menos robustos, se conservam, aqueles aos quais está vedado travar uma luta pela existência com chifres e presas aguçadas. Com nossa astúcia pudemos enganar os adversários, de corpos mais fortes e velozes, mas ingênuos, apesar de seus atributos corpóreos no mais das vezes pontiagudos e cortantes, eram, e continuam sendo, desprovidos de malícia.

A natureza negou ao homem meios físicos naturais para lutar pela vida, e deu-lhe em compensação o intelecto. Porém, mesmo com estratagemas o homem precisava lutar. Portanto, assim como os outros animais o homem também recebeu os sentimentos básicos de preservação da espécie, os instintos. Quando, para sobreviver, elaborávamos algum artifício enganador e astucioso, eram estes sentimentos primordiais que nos moviam. Enquanto que nos outros animais, naturalmente paramentados para a luta, tais fatores encontram diretamente uma exteriorização no próprio corpo, no homem tal processo não ocorre sem antes passar pelo intelecto. Com o tempo a magia do disfarce acabou se voltando contra o feiticeiro, o homem acabou esquecendo-se e distanciando-se dos seus motores primordiais. Nietzsche nos indaga, o que sabe propriamente o homem sobre si mesmo!. Como podemos saber quem somos se ignoramos o que nos põe em movimento. Não lhe cala a natureza sobre tudo, mesmo sobre seu corpo, para mantê-lo (…) exilado e trancado em uma consciência orgulhosa, charlatã! Ela atirou fora a chave: e ai da fatal curiosidade que através de um fresta foi capaz de sair uma vez do cubículo da consciência e olhar para baixo, e agora pressentiu que sobre o implacável, o ávido, o insaciável, o assassino, repousa o homem na indiferença de seu não-saber, como que pendente em sonhos sobre o dorso de um tigre. A natureza calou ao homem seus instintos, mas também este parou de ouvir os seus chamados.

Ao travar uma luta injusta e maliciosa com os demais animais, o homem vence através de seu disfarce, por sua trapaça intelectual. Com o esquecimento dos instintos, o homem ficou bitolado em direção a este tipo de intelecto mediato, ferramental. E, revestindo-se com prestígio de senhor, ergueu-se a trono de ouro. Conferiu-se as glórias da vitória e embeveceu-se de sua própria arte, enganando a si sobre si mesmo. Aquela altivez associada ao conhecer e sentir, nuvem de cegueira pousada sobre os olhos e sentidos dos homens, engana-os pois sobre o valor da existência, ao trazer em si a mais lisonjeira das estimativas de valor sobre o próprio conhecer. Seu efeito mais geral é engano – mas mesmo os efeitos mais particulares trazem em si algo do mesmo caráter. O homem “consciente”, vaidoso, acredita andar com as próprias pernas, sem perceber, entretanto, que seus movimentos são ditados por forças primitivas, das quais não se dá conta. Todo cheio de si, ele anda de cabeça erguida tal qual títere em mãos de um hábil titereiro.

Nietzsche nos oferece uma oportunidade para abrirmos os olhos e pararmos de roncar: De onde neste mundo viria, nessa constelação, o impulso a verdade!. Ele nos coloca a questão mais fundamental: como podemos esperar ouvir a verdade do mestre da mentira sem que mintamos para nós mesmos? Concebendo a verdade como um tratado de paz, possibilitador da vida social do homem, ele chega a um primeiro contraste entre verdade e mentira: o mentiroso usa as designações válidas, as palavras para fazer aparecer o não-efetivo como efetivo; ele diz, por exemplo: ‘sou rico’, quando para seu estado seria precisamente ‘pobre’ a designação correta. O mentiroso efetiva-se ao expressar alguma coisa diferente do que percebe e sente como realidade. Porém, ele só será punido em consideração aos seus fins e objetivos. Por si só, a verdade e a mentira nada significam de bem ou de mal: diante do conhecimento puro sem conseqüências ele (o homem) é indiferente. O que faz diferença e caracteriza ainda mais a verdade como um acordo político, uma criação puramente humana, são as conseqüências advindas tanto da verdade como da mentira. O que o homem odeia é ser prejudicado tanto por uma, quanto por outra. Se o resultado da mentira é benéfico, então a verdade, em oposição, não é desejada e, até mesmo, repelida. Ao assumir uma verdade hostil e prejudicial, de alguma maneira, a sociedade que o cerca, este indivíduo, assim como o mentiroso, sofre a punição, que se caracteriza geralmente por perda de confiança e isolamento.

A verdade é uma designação, tomada universalmente como válida, dada à expressão do que uma pessoa percebe e sente como realidade. Logo, a verdade está submetida às convenções da linguagem. Mas, por mais rigorosas que possam ser tais convenções, toda expressão é expressão de um sujeito. Como poderíamos nós, se somente a verdade fosse decisiva na gênese da linguagem, se somente o ponto de vista da certeza fosse decisivo nas designações, como poderíamos no entanto dizer: a pedra é dura: como se para nós esse ‘dura’ fosse conhecido ainda de outro modo e não somente como uma estimulação inteiramente subjetiva. Assim acontece com os nossos conceitos. No dicionário Aurélio, encontramos a seguinte definição para conceito: representação dum objeto pelo pensamento, por meio de suas características gerais. A desconsideração do individual e efetivo nos dá o conceito, assim como nos dá também a forma, enquanto a natureza não conhece formas nem conceitos, portanto também não conhece espécies, mas somente X, para nós inacessível e indefinível .Apenas as tautologias podem ser tidas como invariáveis. O intelecto é imanente ao homem e não lhe cabe nada que não seja inteiramente humano. Como articulador e criador da linguagem, “a coisa em si” lhe é completamente incaptável e dispensável, pois não há para aquele intelecto nenhuma missão mais vasta que conduzisse para além da vida humana. O que compreendemos não são as “coisas em si”, diretamente. Enxergamos relações entre elas e entre elas e nós mesmos. O que designamos como coisas e objetos são na verdade conjuntos de relações antropomórficas. Interagimos com o mundo mediados por uma teia de relacionamentos herdada, que compõe a nossa bagagem cultural. Quando enxergamos algo, o vemos de um ponto de vista legitimamente humano. O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim uma soma de relações humanas que foram enfatizadas poética e retoricamente (…) e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões das quais se esqueceu que o são.

O impulso da verdade nasce desta obrigação impingida por pacto social. O mentiroso é mal visto, castigado e excluído pelos outros membros da comunidade. Para ser valoroso e respeitado é necessário orientar-se sempre em direção a verdade. Mas esta verdade não passa de uma convenção social com a finalidade de regular os inter-relacionamentos humanos e possibilitar a formação de uma comunidade. Ora, o homem esquece sem dúvida que é assim que se passa com ele: mente, pois, da maneira designada, inconscientemente e segundo hábitos seculares – e justamente por essa inconsciência, justamente por esse esquecimento, chega ao sentimento de verdade. Não suportando a fugacidade e mutabilidade das impressões formando um rio, de corredeiras rápidas e confusas, capaz de arrastá-lo e atirá-lo em uma cachoeira, o homem coloca seu agir como ‘racional’, sob a regência das abstrações, dos conceitos. Desta forma, carregado rio abaixo, procurando e não encontrando algo firme em que possa segurar-se e impedir seu afogamento, em meio ao desespero, convence-se de encontrar a salvação em si mesmo, monta uma ilha flutuante com o que tem de si e tranqüiliza-se, dando-se como salvo. Ele procura no fundo apenas a metamorfose do mundo em homem, luta por um entendimento do mundo como uma coisa à semelhança do homem, e conquista, no melhor dos casos, o sentimento de uma assimilação.

Porém, o homem está no meio de um processo e não tem como sair, pois é propriamente isso que o caracteriza como homem vivo, enganador inato, enganar sempre. Recusando-se a ser arrastado pelo rio das impressões, e, após erigir e erguer-se salvo sobre sua prancha de salvação, converte as férteis corredeiras em um deserto miraginal. Mas seu impulso metafórico não cessa quando seus pés teoricamente pisam em terreno firme. As corredeiras encontram outro leito, embora ainda mantenham o seu curso em direção ao disfarce. As mesmas forças deflagradoras continuam a agir. Pela vaidade dispensada ao intelecto, o homem a tudo tenta controlar, até seu próprio ser. As correntes arrebatadoras agora canalizam seu fluxo através da arte e do mito. Constantemente ele embaralha as rubricas e compartimentos dos conceitos propondo novas transposições, metáforas, metonímias, constantemente ele mostra o desejo de dar ao mundo de que dispõe o homem acordado uma forma tão cromaticamente irregular, inconseqüentemente incoerente, estimulante e eternamente nova como a do mundo do sonho. É em um povo de emoções míticas, como os gregos antigos, que Nietzsche encontra esse fluxo escorrendo em seu ápice. Se uma vez cada árvore pode falar como ninfa, ou sob o invólucro de um touro um deus pode seqüestra donzelas (…) então, a cada instante, como no sonho, tudo é possível, e a natureza inteira esvoaça em torno do homem com se tudo fosse apenas uma mascarada dos deuses, para os quais seria apenas diversão enganar os homens em toda as forma. O próprio homem, porém, tem uma propensão invencível a deixar-se enganar e fica como que enfeitiçado de felicidade quando o rapsodo lhe narra contos épicos como verdadeiros, ou o ator, no teatro, representa o rei ainda mais regiamente do que o mostra a efetividade. Nesta sociedade, o intelecto liberta-se de sua servidão ferramental. Agora ele afastou de si o estigma da servilidade: antes empenhado em atribulada ocupação de mostrar a um pobre individuo, cobiçoso de existência, os caminhos e os instrumentos e, como um servo, roubando e saqueando para seu senhor, ele agora se tornou senhor e pode limpar de seu rosto a expressão da indigência (…) Aquele descomunal arcabouço e travejamento dos conceitos, ao qual o homem indigente se agarra, salvando-se assim ao longo da vida, é para o intelecto que se tornou livre somente um andaime e um joguete para seus mais audazes artifícios: e quando ele o desmantela, entrecruza, recompõe ironicamente, emparelhando o mais alheio e separando o mais próximo, ele revela que não precisa daquela tábua de salvação da indigência e que agora não é guiado por conceitos, mas por intuições.

Em seu parágrafo final, Nietzsche sugere dois perfis humanos, o homem racional e o homem intuitivo e realiza um contraste entre os dois. O homem racional, guiado pelos conceitos, busca um porto seguro em meio ao mar de intuições que o rodeia. Sempre tentando escapar da imediatez das ilusões, procura enfrentar friamente a vida com prudência e regularidade apreendendo as necessidades por meio das abstrações. Por fim, acaba apenas evitando a infelicidade. O homem intuitivo, por sua vez, mergulha no mundo como ‘herói eufórico’, não vendo necessidade e tomando somente a vida disfarçada em aparência e em beleza como real. Sem dúvida, ele sofre com mais veemência quando sofre: e, até mesmo, com mais freqüência, pois não sabe aprender da experiência e sempre torna a cair no mesmo buraco em que caiu uma vez. Porém, em meio a uma civilização (fundada no domínio da arte sobre a vida), colhe desde logo, já de suas intuições, fora a defesa contra o mal, um constante e torrencial contentamento, entusiasmo redenção. O homem racional investigador da verdade, acaba por desempenhar a arte do disfarce em meio a sua falta de felicidade, o homem intuitivo exerce o mesmo no seio desta.

É elaborando uma crítica da verdade que Nietzsche pretende nos mostrar a decadência de nosssa época cientificista. A pedra basal da ciência é a crença em uma verdade universal, existente fora e independente do homem e que pode ser alcançada e conquistada pelo intelecto humano. Em nossa busca cega pela verdade, somos incapazes de perceber a completa falta de sentido deste empreendimento. Somos homens e, como tais, tudo o que nos cabe ser, viver e experimentar é inexoravelmente humano. Tudo que póssamos ver e compreender será feito a partir de uma perspectiva humana e não passará de uma representação de nós mesmos. Esta confiança ignorante nos preceitos e valores científicos, constitui-se num refreamento das corredeiras transformadoras de nossa alma, que são o que o homem possui de mais humano. Nietzsche compara nossa sociedade, sentada sobre os frios e transparentes conceitos da ciência, com a dos gregos antigos, colorida pelas diversas matizes e tonalidades míticas, possibilitadora da formação de um homem mais autêntico. Uma sociedade artística, que, na liberdade de sua criatividade, consegue ir mais longe e chegar muito mais perto das coisas mesmas, no seio da existência humana. Devido a esta negação de sua própria humanidade, ele diagnostica o homem moderno como doente, propondo a arte como um medicamento capaz de levar a cura.

25 Responses to “Verdade e Mentira”

  1. Luiz Gustavo Rebouças said

    Gostaria de agradecer por este resumo comentado.
    Além do assunto ser super interessante, demonstrando que os pensamentos do filósofo alemão do século XIX estão correspondendo à realidade do século XXI, seus comentários foram de grande ajuda para minha prova sobre Nietzshe.

    Parabéns, e obrigado.

  2. P.R.Lobo said

    Luiz, muito obrigado por seu comentário.
    Fico feliz por tê-lo ajudado de alguma forma e, sobretudo, por você ter gostado do texto.

    Gostaria de pedir desculpas pela demora em responder. Sei que não é justificativa, mas ando um pouco atribulado. Ainda assim, espero que volte mais vezes.

    Abraço.

  3. francesco said

    valeu!

  4. Karol said

    Muito bom o texto! Com tanto material mal formulado que anda circulando na internet, fico feliz em encontrar um texto assim :)

  5. Maria said

    Seu texto é muito bom, por isso quero lembrar-lhe que fábulas se caracterizam pela presença de animais, não humanos, que são os herois da história. A marca da fábula é o antropoformismo. A metáfora de Nietzsche, portanto, não é uma fábula.

  6. Rafaela said

    Gostei muito dos comentários! Estou fazendo um trabalho escolar sobre este texto e estava um pouco perdida, mas com estas explicações consegui entende-lo bem melhor.

    Parabéns pelo trabalho.

  7. Cátia said

    Muito obrigada, tenho um trabalho de filosofia para entregar em breve, e andava muito desorientada em “descodificar” este texto. Adorei, está explicito

    Parabéns ^^

  8. Nadine Araújo said

    Muito bom esse teu resumo, valeu mesmo por me acender uma vela!!!

  9. foi de grande ajuda, tenho uma prova amanhã e fico feliz por ter achado seu texto! :D

  10. Thiago said

    Valeu…pelo texto

  11. [...] http://irreversivel.wordpress.com/verdade-e-mentira/ Esta entrada foi publicada em Cinema, Citação, Cotidiano, Filme, Filosofia, Nietzsche. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. ← Rio Comicon 2010 [...]

  12. vinny said

    agradeço muito a você que elaborou este resumo comentado. percebo que tens batante, conhecimento acerca deste filósofo. hoje você me ajudou bastante, obrigado!

  13. Ana said

    Ótimo texto, parabéns. Esclareceu muitas dúvidas que tive, afinal, Nietzsche é complicado.

    Obrigada!

  14. YURI said

    exelente o texto . muito o brigado pelos comentarios que me derao uma clareza muito maior sobre esse texto que de natureza ja e encantador …

  15. Alessandra said

    Olá,
    sei que faz algum tempo que o texto foi publicado, mas eu gostei muito. Sou professora de filosofia e o texto original além de ser indigesto para secundaristas é extenso, hoje em dia quem obriga alunos a lerem. Enfim, esse texto me pareceu uma ótima alternativa, todavia eu gostaria de ter a refencia completa para passar aos meus alunos. Seria possível. Desde já agradeço.

  16. Derick said

    Nietzsche teria ódio de vocês, que não sabem interpretar um texto. E olha que esse é um dos mais fáceis. Por isso que todos entendem Nietzsche de má forma.

  17. Simples e objectivo.

  18. Patricia said

    Simplesmente adorei!!!

  19. Ana Clara said

    Parabéns.. Ótimo texto!! Me ajudou bastante…

  20. marjorie ferreira said

    Gostaria que se possível fosse feito um comentário a respeito de{…”penso, logo existo”…coisas que concebemos muito claras e distintas são verdadeiras…}Discurso do Método.parte iv. R.Descartes – e – As verdade são ilusões, das quais se esqueceu que são metáforas… /Sobre a verdade e a mentira Nietzsche. Como conciliar as duas citações?
    Imensamente grata
    Marjorie

  21. Marcelo said

    Muito bom! Agora eu realmente entendi. Obrigado!

  22. Eduardo said

    Nossa cara valeu por comentar esse texto, recebi esse texto na aula de Leitura e produção de textos: práticas educativas do curso de Filosofia e fiquei boiando. Esse texto me ajudou muito e me deu até vontade de ler mais esse Filosofo Alemão complicado heheh

    muito obrigado

  23. luana teixeira costa said

    o meu deus como è ruim ser mentiroso

  24. Maycon Alves said

    Simplesmente perfeito! Parabéns!!

  25. Muito bom seu texto, e esclarecedor. Parabéns!

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